Sinjur cobra novas contratações e respeito aos servidores do Judiciário

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RONDÔNIA – O Sindicato dos Trabalhadores no Poder Judiciário do Estado de Rondônia (Sinjur), encabeçou uma campanha de protesto que consiste na distribuição de “outdoors” espalhados pela cidade de Porto Velho, com a seguinte frase : “Mais um Natal chegou e seu processo não terminou? É por falta de servidor! Sinjur pela contratação de mais servidores do concurso em vigor”.  

O Sinjur defende que a contratação de novos servidores neste momento não só é crucial para minorar as lacunas trazidas com as aposentadorias, como também para manutenção da prestação jurisdicional eficiente, sobretudo nas Comarcas do interior do Estado.

“Se a Administração do Tribunal de Justiça tivesse priorizado a contratação antes, como requerido e advertido pelo SINJUR, não precisaria despender mais R$ 3.5 milhões com um novo certame tão cedo. Esta foi a quantia de dinheiro público usada para contratação da FGV como banca examinadora do concurso de 2015”, enfatiza a presidente do Sinjur, Gislaine Caldeira.

Desde o mês de outubro, o Sindicato vem promovendo manifestos para alertar a Administração do TJRO sobre a insatisfação geral relativa aos direitos que não estão sendo efetivados, a exemplo da recomposição salarial.

Vale salientar que o protesto ordeiro foi realizado no dia (14/10), em frente ao TJRO e dos fóruns nas Comarcas do interior do Estado. Trabalhadores do Poder Judiciário manifestaram-se contra a revogação da Lei 4.574/2019 que concedeu a eles uma recomposição salarial no patamar de 2%, este ainda abaixo do índice inflacionário oficial de 2018 (de 3.75%).

Vestidos de preto, empunhando cartazes e com palavras de ordem, os trabalhadores se mobilizaram e mostraram consternação ao atual tratamento que a Administração está oferecendo. 

Para a presidente do Sinjur, Gislaine Caldeira, a categoria deve unir forças na luta pelos direitos dos servidores.

“O Sindicato é o instrumento mais valioso para a luta dos trabalhadores, e fundamental para enfrentarmos os desafios atuais, bem como aqueles que estão por vir, numa conjuntura de desestruturação de direitos dos trabalhadores”, destaca.

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