Reposição Salarial: Semana decisiva

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Esta semana será decisiva para definir que rumo à negociação sobre a reposição salarial do Poder Judiciário de Rondônia deverá tomar. Até agora, não houve nenhuma resposta por parte da Administração. Na reunião realizada no dia 24/04, a Administração do TJRO assumiu o compromisso, perante uma comissão de trabalhadores, que encaminharia para o Tribunal Pleno a proposta de reajuste do Auxílio Saúde e também apresentaria o percentual da reposição salarial nesta semana, medidas essas que ainda estão sendo aguardadas.

 

Na sessão administrativa do Pleno, ainda não houve a votação do reajuste do Auxílio Saúde. O Presidente do TJRO está em viagem para fora do Estado e retorna nesta quarta-feira (8).

 

A categoria está mobilizada em todo o Estado e o Poder Judiciário poderá parar suas atividades na próxima semana, por tempo indeterminado, caso a Administração não cumpra o compromisso assumido com os trabalhadores.

 

É inaceitável a posição da Administração em argumentar que falta previsão orçamentária, primeiro porque existem sim recursos. Os próprios números publicados pelo TJRO confirmam isso. E segundo, mesmo se não houvesse, a Administração teria que buscar recursos, pois é um direito garantido pela Constituição e ainda recomendado pelo CNJ. Foi assim para os magistrados, tem que ser assim com os trabalhadores.

 

Ano passado, quando houve a elaboração do orçamento, a Diretoria do SINJUR fez um projeto e apresentou ao TJRO onde colocava 10% de reajuste salarial, fora outros benefícios, e quando o orçamento foi aprovado, todos os pleitos dos trabalhadores, foram descartados.

 

A mobilização do sindicato e da categoria neste momento é voltada para a reposição salarial, é necessário que a classe esteja mais uma vez unida e decidida a lutar por direitos que são garantidos na Constituição, em momento algum a administração do TJRO poderá argumentar que não teve tempo ou propostas para analisar, pois desde o final do ano passado reuniões estão sendo realizadas com este objetivo, o fato é que a categoria não pode mais esperar e no caso das solicitações apresentadas não serem aceitas, uma grande paralisação por tempo indeterminado será necessária para que assim os trabalhadores possam ser ouvidos e seus pleitos atendidos.