Presidente do TJ não se manifesta sobre proposta de suspensão e greve dos servidores do judiciário continua

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Após a mediação feita pelo vice-presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Raduan Miguel Filho, na última sexta-feira (28), os servidores do judiciário em greve há 50 dias passaram o dia desta segunda-feira (01) aguardando uma decisão do presidente da Corte, sobre a proposta de suspensão da greve por 60 dias, apresentada pelo vice-presidente, o que não ocorreu. Havia possibilidade de suspensão do movimento a partir desta terça-feira (02), desde que o presidente do TJ concordasse em abonar as faltas dos grevistas; sendo que o Raduan Miguel tinha apresentado uma outra proposta, de apenas suspender temporariamente os efeitos das faltas, que seriam tratadas durante as negociações que aconteceriam durante a suspensão da greve.

 

A proposta de suspensão do movimento grevista por 60 dias havia sido apresentada pelo vice-presidente do TJ, que informou aos servidores que a administração do Tribunal estaria buscando junto ao governo recursos orçamentários que possibilitasse construir uma resposta para a categoria, sendo que até o final do período em que a greve ficasse suspensa uma proposta seria apresentada. “Se isto não acontecer até eu apoio a retomada da greve de vocês”, afirmou o desembargador. Entretanto, a questão das faltas teria que ser decidida pelo presidente da Corte, que permaneceu em silêncio e, com isso, não houve possibilidade do Sindicato dos Servidores do Judiciário (SINJUR) realizar a assembleia que estava prevista, para decidir sobre possível suspensão ou não da greve, que prossegue por tempo indeterminado em todo Estado.

 

Na pauta de reivindicações dos servidores constam os pedidos em relação à reposição salarial e aumento no valor do auxílio saúde, dentre outros. A categoria não aceita o argumento do presidente do Tribunal, desembargador Roosevelt Queiroz, que alega não poder atender aos pleitos, pois o TJ está com um déficit de mais de três milhões de reais, por causa do aumento de 6,5% no ano passado. Essa justificativa não é coerente, pois recentemente foi concedido benefícios aos magistrados, que teriam recebido 5% de aumento; além de outros benefícios, como vale alimentação de R$ 700,00 retroativos há setenta meses, onde só os atrasados daria quase R$ 50 mil de ganhos por magistrado. O SINJUR orienta aos servidores para intensificarem a greve em todas as Comarcas, pois entende que o movimento é justo, legítimo e necessário.

 

 

CUT-RO