Presidente do Sinjur concede entrevista

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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário (Sinjur), Francisco Roque, foi o entrevistado desta quinta-feira (04) no programa A Voz do Povo, na rádio Cultura FM 107.9 apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá e retransmitido pela rádio Antena FM 98,3 de Alvorada do Oeste.

 

“Temos passado por caminhos tortuosos e os percalços dos dirigentes sindicais e sempre estamos em regime de alerta. São situações delicadas e até hoje enfrentamos resquícios da ditadura militar”, disse o presidente ao abrir a entrevista.

 

Segundo ele, “não é boa a relação com a presidência do Tribunal de Justiça. O entrave é que há alguns desacordos em atender aos pleitos dos servidores. A atual gestão entende que deve analisar minuciosamente cada pleito do servidor. Falta um trato claro, limpo e transparente, infelizmente”.

 

Ele assegurou que o sindicato sempre tem buscado a harmonia. “Temos os interesses dos servidores relegados ao segundo plano, contingenciando o orçamento no que se refere a atender aos nossos direitos”.

 

O presidente elencou entre as demandas da categoria “o pagamento de verba pretérita de um índice de diferença salarial (89,22%), além de questões trabalhistas como carga horária excessiva e por isso queremos a mudança do horário, voltando a estabelecer o horário corrido das 07h às 13h”.

 

Roque disse que a relação se estabelece melhor quando “há boa vontade”. “Respeito o desembargador Roosevelt Queiroz, presidente do Tribunal de Justiça, e tenho boa relação com ele. Mas, como representante da categoria, tenho me insurgir contra coisas que atingem a nossa classe”, completou.

 

O Presidente do Sinjur defendeu que haja o fortalecimento das ferramentas de processo virtual, dando mais celeridade para o atendimento jurisdicional.

 

Sobre a transposição dos servidores do ex-território aos quadros da União, Francisco Roque disse que após todos os trâmites há a opção de enquadramento. “O projeto tem vícios de inconstitucionalidade e tem pontos positivos e negativos que precisam ser observados”, destacou.

 

Em relação a reposição salarial, disse que poderá haver uma greve se a Administração não conceder a reposição salarial ao trabalhador do Judiciário.