Os Poderes se uniram para não dar reajuste, agora precisam se unir para resolver as greves

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A Central Única dos Trabalhadores (CUT) vem a público noticiar uma ampla articulação os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, coordenada pessoalmente pelo Governador, para não atenderem às reivindicações dos servidores em 2013.

 

Numa iniciativa inusitada, no dia 8 de fevereiro deste ano, foi realizada uma reunião no Palácio do Governo, com a área econômica do Estado, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e Assembléia Legislativa. Na ocasião o Governador informou que não concederia neste ano qualquer aumento aos servidores do Executivo, em razão de limitações orçamentárias e financeiras, e solicitou que os demais Poderes adotassem a mesma medida.

 

Entretanto, os servidores do Executivo e do Judiciário não aceitaram esta inédita articulação dos Poderes, e várias categorias estão em greve, enquanto outras estão na iminência de iniciarem o movimento grevista, como é o caso da saúde. Greves já duram mais de 30 dias e até o momento não houve nenhuma iniciativa concreta por parte das autoridades com vistas a negociar uma solução que ponha fim aos movimentos.

 

É importante ressaltar, no caso do Executivo, que as graves foram motivadas, principalmente, por descumprimentos de acordos em relação à implementação de Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), alguns inclusive feitos na Justiça, como é o caso dos Agentes Penitenciários e Policiais Civis.

 

Outro fator que está influenciando as greves é a postura da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que reiteradamente tem emitido pareceres contrários aos interesses dos servidores, como é o caso da educação, cujo PCCS não foi implantado devido a pareceres da Procuradoria, que são injustificáveis, pois ela participou da fase de elaboração do Plano e agora, intempestivamente, se manifesta contra.

 

No caso da greve dos servidores do Poder Judiciário é necessário esclarecer que os magistrados já foram agraciados com um aumento salarial de 5% em janeiro deste ano, além de ganharem benefícios como o auxílio-alimentação de R$ 700 retroativo a 70 meses, e assistência médica de R$ 250. Os servidores em greve querem apenas isonomia de tratamento.

 

Diante do exposto, a CUT solicita que o Governo, a Assembléia Legislativa e o Tribunal de Justiça, unidos, iniciem imediatamente um processo de negociação com os servidores, com o objetivo de buscar uma solução para as greves, que prejudicam a todos, principalmente a população. Solicita, especialmente, que os deputados criem uma Comissão de parlamentares para intermediar um processo de negociação.

 

Fonte: CUT RO