Trabalhadores da comarca de Buritis se mobilizam e fazem doação para APAE

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Servidores arrecadaram recursos para compra de máquina de costura para instituição filantrópica

Em menos de uma semana, a mobilização na comarca de Buritis em torno de realizar a doação de uma máquina de costura para a Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (APAE), que iniciará um projeto de curso profissionalizante a partir desse bem adquirido graças ao comprometimento social dos trabalhadores do fórum local. A doação ocorreu na sede da Justiça em Buritis, oportunidade em que foi lançada, na comarca, a campanha pela implantação da jornada de seis horas por dia no Judiciário, assim como já ocorre nos governo do estado e  Tribunal de Contas, por exemplo.

A iniciativa partiu dos próprios trabalhadores, ao tomarem conhecimento da doação de leite que seria feita à creche da Vó Maria, na capital, e também decidiram realizar uma ação social para marcar a campanha na localidade. Dessa forma, eles buscam agregar ainda mais valor à causa pela isonomia de jornada, chamando atenção para que a questão do apoio que deve ser dado às instituições que trabalham com pessoas com necessidades especiais. Ao fazer contato com a Escola de Ensino Especial “Sonho Meu”- APAE, descobriu-se a necessidade de aquisição desse equipamento. A instituição, que iniciou suas atividades em 14 de agosto de 1.999 em uma casa alugada de 6m² e dois professores atendendo 8 crianças, hoje tem 180 alunos dos municípios de Buritis e Campo Novo de Rondônia e busca expandir suas atividades.

“Ao longo do caminho encontramos parceiros que uniram forças e abraçaram nossa causa e hoje contamos com um terreno de 3.000m²”.  É nesse local em que funciona a escola, com 13 salas de atendimento, banheiros adaptados, cozinha, refeitório, almoxarifado, dispensa, piscina para atendimentos de hidroginástica, 32 profissionais nas áreas de Educação, Saúde e Assistência Social.

“Somos uma instituição filantrópica e cada recurso conquistado é resultado de muito trabalho e dedicação, pois nossa escola não tem renda fixa e sobrevive de doações e parcerias de empresas, prefeituras, governo estadual, federal e da comunidade”, conta Karine Monteiro, da APAE Sonho Meu, em conversa com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Poder Judiciário – Sinjur, que deu total apoio à iniciativa. Além da presidente, o diretor financeiro, Rafael Ricci, e a delegada sindical Márcia Pacheco, também participaram, na última semana, da solenidade de entrega da máquina de costura, informal mas repleta de informação.

Causa de todos

Nossa luta é diária e toda ajuda é sempre muito bem-vinda, disse a educadora. A “Sonho Meu” como o próprio nome define, é movida de sonhos. Tem como objetivo principal melhorar a qualidade de vida para os alunos e assim garantir o pleno exercício da cidadania. E tudo isso só é possível graças à dedicação e compromisso da equipe de multiprofissionais, parceiros e amigos que vestem a camisa e endentem que, mais que uma escola, somos uma grande causa.

Segundo a APAE Sonho Meu, a máquina de costura será utilizada nas aulas de Educação profissional. Nessa sala também são confeccionados itens para venda, onde o recurso é investido na manutenção das aulas (compra de mais materiais). Para futuro, o projeto de fazer oficinas que envolvam os pais dos alunos também e toda a comunidade. “Estamos todos muito emocionados com essa aquisição, essa máquina irá ajudar muito”, agradeceu Karine, que se solidarizou com o pedido isonomia na jornada de trabalho dos servidores da Justiça estadual.