Quando um governo defende um banco privado…

O MPF e o MP tem que verificar o real interesse  como “pano de fundo” dessa marmota jurídica (Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5022) ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo governo do Estado de Rondônia).

 

Ninguém defende instituição bancária privada sem ter cota de sociedade, a não ser que esteja “interessado” em alguma coisa. O banco faliu e todos eles, cometem anatocismo (prática abusiva de juros sobre juros). Há muito tempo que existe manipulação da margem consignada e não há controle interno ou externo sobre essa questão. Essa atitude é imoral porque o salário é impenhorável e “empréstimo consignado” é uma espécie de penhora online. Fere o Princípio da Dignidade Humana.

 

Tendo caráter alimentar o salário é direito indisponível. Um governo tem que ficar do lado de seus súditos. Essa aberração já foi longe demais…

 

Entenda o caso Cruzeiro do Sul

No dia 7 de janeiro de 2013 o Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo denunciou 17 pessoas pela “prática de ilícitos financeiro-administrativos” no Banco Cruzeiro do Sul, entre eles os ex-controladores Luis Octávio e Luis Felippe Índio da Costa (pai e filho), além de administradores, membros de auditoria e funcionários da instituição bancária.

 

Segundo o MPF, entre os delitos praticados pelos integrantes do grupo estão: formação de quadrilha, crimes contra o Sistema Financeiro – gestão fraudulenta, estelionato, apropriação indébita, “caixa dois” – crimes contra o mercado de capitais e lavagem de dinheiro.

 

O Banco Cruzeiro do Sul S.A. teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central do Brasil no dia 14 de setembro de 2012.

 

 

 

Fonte: http://www.tudorondonia.com/noticias/quando-um-governo-defende-um-banco-privado,38729.shtml