Nota de repúdio do SINJUR às declarações do ministro Paulo Guedes, chamando servidores públicos de parasitas

0

A Diretoria do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário- SINJUR, considerando a declaração inoportuna e infeliz do Ministro da Economia, Paulo Guedes, na tarde desta sexta, 07, quando comparou servidores públicos a “parasitas”, ao comentar as reformas administrativas pretendidas pelo Governo Federal, permite, data vênia, reparo, e uma resposta com a devida energia, como forma de REPÚDIO, pelos seguintes aspectos:
1) O funcionário público no Brasil, já há várias décadas e, para ser preciso, a partir da constituição de 88, só ingressa nas fileiras do serviço público federal por meio de concurso de provas escritas e títulos e, por isso, representa o que há de melhor na sociedade organizada;

2) A pecha de parasita, dita por um ministro de Estado, traduz-se numa agressão vil e rasteira, sem o equilíbrio necessário e flagrantemente incompatível com à liturgia do cargo, no trato com uma classe que movimenta a máquina pública e, por isso, merece o respeito da nação;

3) Assim, qualquer inadequada marcha que tente desmoralizar ou denegrir a imagem do servidor, corrompe também as instituições públicas, pilares de uma democracia plena e reflete o rompimento constitucional da Carta Capital Brasileira;

4) É bastante estranho que um Ministro da República se dirija aos seus comandados de forma rasa e com tanta depreciação, quando ele próprio ao assumir o poder de ministro, é também servidor público.
Desta forma, o SINJUR, alinhado às duras conquistas da categoria, REPUDIA de forma veemente tal destempero verbal do ministro.
Afinal de contas, se funcionários públicos são parasitas, como diz Paulo Guedes, quem comanda uma Instituição do porte de um Ministério da Economia é o quê?.
Assim sendo, como compreender então seu papel, na condição de parasita chefe.