Greve TJRO: Sem proposta concreta, servidores do Judiciário permanecem em greve

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Na manhã desta sexta-feira (07), o desembargador-relator Eurico Montenegro convocou o presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Roosevelt Queiroz, e o presidente do Sinjur, Francisco Roque para intermediar um acordo que pudesse colocar fim à greve dos trabalhadores do Poder Judiciário que já dura 26 dias. Logo nas primeiras palavras, Roosevelt Queiroz disse que não haveria condições de apresentar uma proposta de reajuste, mas solicitou que os servidores encerrassem o movimento e no mês de agosto, após uma reunião entre o Governo do Estado e as outras categorias em greve, é que seria possível apresentar uma sinalização para uma reposição salarial futura.

 

O presidente do TJRO também alegou que está próximo do limite prudencial do poder, que é de 5,70% do orçamento do governo estadual, e que devido à queda de arrecadação, não poderia assumir o compromisso de uma proposta aos servidores. A partir daí, o desembargador Eurico Montenegro passou a palavra ao presidente do Sinjur, Francisco Roque que rebateu as colocações da administração do TJRO, onde questionou a folga no orçamento de pelo menos 0,33% (hoje o limite prudencial estaria em 5,37%), o que dá mais de 15 milhões de reais. Roque também questionou o princípio da isonomia, já que o salário dos magistrados (juízes e desembargadores) foi reajustado neste ano e há previsão para reposições de 5% em 2014 e 2015. Nesse momento, o desembargador Eurico Montenegro resolveu encerrar a sessão por não haver proposta concreta. Mesmo assim, Roque, ainda sugeriu um aumento escalonado, sendo a primeira parcela neste mês e a outra no mês de agosto, quando houvesse uma resposta após a reunião entre os sindicatos e o Governo do Estado.

 

Diante desta proposta, o presidente do TJRO, Roosevelt Queiroz, continuou alegando que não haveria condições, muito menos orçamento para atender as reivindicações da categoria que pede 10% de reposição salarial, além de melhores condições de trabalho e contratação de mais servidores. “Temos estudos apontando que há folga no orçamento, além dos reajustes concedidos aos magistrados de que há a possibilidade de atender a principal reivindicação que é a reposição salarial da inflação mais um aumento real”, afirmou Francisco Roque durante entrevistas à emissoras de televisão da capital.

 

Novo encontro

Após a audiência, o Presidente do Sinjur, Francisco Roque, acompanhado pelos diretores Vladir Carvalho, Cristian Mar e o assessor jurídico do sindicato, Edson Pinto, participaram de uma reunião, com o Presidente do TJRO, desembargador Roosevelt Costa e o juiz auxiliar da presidência, Edenir Albuquerque.

 

Neste segundo encontro que se encerrou por volta das 14 horas, ficou acertado que na próxima segunda-feira (10), a equipe econômica do TJRO se reunirá com representantes do Sinjur, para ver a possibilidade da elaboração de uma proposta que possa atender o pleito da categoria.

 

A greve continua!

 

Veja abaixo a ata da audiência:

 

 

Diretoria de Imprensa e Comunicação