Auxílio Gardenal: A postura de um líder nato

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Em Sessão do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, na data de ontem, qual seja, 13 de maio de 2013, as palavras do então presidente deste Tribunal causaram comoção e confusão sobre o termo liderança. Ao pensar e escrever sobre liderança em sua designação mais singela podemos dizer: “Toda ação de conduzir ou dirigir algo ou alguém em determinada direção, com as funções de planejar, organizar comandar, coordenar e ser piloto do modelo instituído.

 

Segundo os ensinamentos de Sun Tzu, no livro “A  Arte da Guerra” onde cita seis formas de um líder obter o insucesso ou derrota a sua organização, cita-se:

 

1- Negligenciando o cálculo da força do inimigo;

2- A falta de autoridade;

3- O treinamento imperfeito;

4- A ira injustificável;

5- A não observância da Disciplina; e

6- A incapacidade de usar homens escolhidos

 

Ainda na mesma obra de Sun Tzu, destaca-se traços do caráter de um líder, os quais possam trazer “prejuízos” à determinada organização em tempos de crises: O egoísmo, a desconfiança, a soberba,a onipotência, o sabe tudo, que competente contra a sua equipe e a humilhação.

 

Por outro lado, o direito a saúde garantido na Constituição Federal em Art. 196, 5º e 6º traz o seguinte texto:

 

“Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.”

 

Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes

 

Art. 6º – São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”.

 

Na busca pela eficácia da prestação dos direitos garantidos constitucionalmente, inclusive daqueles que buscam acautelar e garantir a saúde física e psíquica, inclusive os usuários de medicamentos controlados qual seja, a exemplo, a medicação de nome cientifico Fenobarbital ou Fenobarbitona “Gardenal”, ministrado a pacientes com problemas de epilepsia, para o controle dos ataques que afligem aos que sofrem desta patologia, e talvez haja até ai também confusão por parte do Desembargador Presidente deste tribunal de Justiça ao colocar em pauta de votação o aumento do auxílio saúde dos Servidores deste Poder Judiciário, se expressar referindo-se a Matéria em pauta como “Auxílio Gardenal”, expressão popular equivocadamente atribuída a Loucos, Ferindo assim a integridade moral não somente dos Servidores da Casa tanto quanto aos ditos desprotegidos, descuidados, excluídos, os quais buscam o judiciário para acautelar seus direitos a saúde,  na busca de uma sociedade desejável, digna e humana.

 

Ao se falar em Líder e Liderança impossível seria não mencionar um dos maiores lideres morais e políticos de todos os tempos, Nelson Mandela, que representa a figura do ser humano que enfrentou dramas pessoais e permaneceu fiel ao Dever de conduzir seu país, na luta pela liberdade, pela Justiça e pela democracia.

 

O Judiciário exerce seus poderes em nome do povo e através do CNJ, pode abrir franco espaço de articulação e diálogo para que os cidadãos  possam discutir, interagir e opinar sobre as políticas judiciárias.

 

Por um judiciário mais democrático e acessível o exemplo primeiro deve ser manifesto dentro da própria instituição, o exemplo deve ser dado pela casa devendo as decisões administrativas serem pautadas em contribuir na redução das desigualdades sociais e na efetivação dos Direitos Humanos instituindo de fato e de direito a “verdadeira Política Judiciária”.

 

Por fim gostaríamos de pedir a proteção “Daquele” ao qual a justiça é exercida de forma plena e perfeita, para que esse impasse seja dirimido da melhor forma possível.

 

O representante máximo deste Poder Judiciário no Estado, em muitas de suas visitas pelas Comarcas tem usado a Bíblia sagrada fazendo referência e comparativos a seus textos, na oportunidade gostaríamos de sugerir aos leitores deste o Texto a Leitura de Tiago 2, 14-26, da mesma obra supra citada, a qual reza que “FÉ SEM OBRAS”, É FÉ MORTA.

 

Antônio Andrade de Castro e Gislaine Magalhães Caldeira

Servidores do Poder Judiciário/RO