A dor da perda deu lugar ao amor e a solidariedade

0

Desde a chegada do coronavírus, ali por volta de fevereiro de 2.020, que a vida dos brasileiros vem sendo marcada pela dor e a saudade, com a perda de seus entes queridos.

Assim, dias cinzentos se sucedem neste contexto conturbado de perdas de vidas e crise econômica. A saúde pública, então insipiente, acabou perdeu de vez a substância, mas entre as pessoas emergiu a solidariedade e a coletividade.

È bem verdade que a face do ser humano ganhou nova configuração com o uso de máscaras, escondendo expressões e sorrisos, mas na proporção que os abraços iam minguando com o avanço da doença, o individualismo cedia lugar ao coletivismo.

Hoje, em meio à tormenta, enquanto nos hospitais vidas agonizam ou vêm sendo perdidas para o vírus, vem à tona nas redes sociais iniciativas coletivas de apoio, com a chamada “ação solidária”, para ajudar a recuperar aquele ente que se debate no balão de oxigênio, na dura rotina de falta de ar, no enfrentamento do mal tenebroso.

O vírus letal solapa com voracidade a vida das pessoas e expõe a vulnerabilidade humana de forma mais intensa, deixando todos, ricos, pobres, negros e brancos, na mesma nau, com o timoneiro perdido.

E, mesmo diante da perda de vidas tão importantes, florescem gestos dignos de serem cristalizados para servir de exemplo para uma vida inteira.

Foi o caso da arrecadação de fundos feita pela família e amigos do oficial de justiça Rômulo Pessoa de Oliveira, para custear seu tratamento, após ele ser infectado pelo coronavírus.

Com a colaboração de corações generosos, foi arrecadada a quantia de R$. 54 mil reais, mas Deus chamou Rômulo no dia 18/02, um pouco antes de os recursos serem utilizados na sua recuperação.

Todavia, floresceu da dor da família, o gesto de honestidade, grandeza e solidariedade, em devolver a quantia arrecadada com doação a entidades filantrópicas, que lutam para resgatar outras vidas que agonizam.

Assim, familiares, amigos e colegas oficiais de justiça de Rômulo, com desapego, distribuíram os recursos não utilizados às Entidades reconhecidamente voltadas ao triunfo da vida.

Quiçá, este exemplo seja seguido por governantes e outras autoridades que têm vez, voz, e se ombreadas no mesmo ideal, em outro plano, possam se dar mãos e adquirirem o antídoto para combater esta peste, que a cada dia retira do nosso convívio figuras tão caras, sem sequer, nos dar chance de participar de seus velórios e muitos menos fazer-lhes uma despedida digna.

DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS:

Para o Hospital do Amor foi destinada a quantia de R$. 25.000,00;

Ao Núcleo de Apoio à Criança com Câncer NAAC – R$. 11.000,00;
Rosetta – R$ 6.000 Casa de Apoio ao Hospital do Amor – R$ 6.000,00 Pestalozzi R$ 6.000;

Ou seja, da dor tão insuportável da perda de Rômulo, surgiu o amor florescendo com vigor, em favor de outras vidas, que também precisam de um pouco mais de alento para respirar um ar mais puro, sem ajuda de aparelhos.

Confira os vídeos: